Ministro britânico diz em Bruxelas que a crise das turnês pós-Brexit é interesse europeu
Estudo encomendado pelo governo do Reino Unido estima perdas de cerca de £ 1 bilhão e mais de 17 mil empregos na União Europeia

Ian Murray, ministro de Estado britânico para Digital, Cultura, Mídia e Esporte, disse num discurso no Ancienne Belgique, em Bruxelas, que resolver a crise das turnês criada pelo Brexit é um "interesse europeu compartilhado", segundo a NME. Desde 1º de janeiro de 2021, com o fim do período de transição do Brexit, artistas e equipes britânicas que querem trabalhar na União Europeia seguem as regras de cada país. Segundo o governo britânico, muitos países do bloco oferecem caminhos sem visto e sem permissão de trabalho para algumas atividades de turnês curtas, mas prazos, definições e exigências variam de um país para outro. Murray citou uma pesquisa encomendada pelo governo: a redução das turnês britânicas na UE custa ao Reino Unido £ 208 milhões e 2.500 empregos, e à União Europeia, cerca de £ 1 bilhão e mais de 17 mil empregos. Em 2024, uma pesquisa do Musicians’ Union, o sindicato dos músicos britânicos, apontou que três em cada quatro músicos ouvidos que já trabalhavam na UE viram cair as contratações no bloco depois do Brexit.



