Morre o maestro Roberto Tibiriçá, aos 72 anos
Regente da Orquestra Sinfônica do Paraná desde 2022, ele também cuidou, em gravadoras, de discos de Guiomar Novaes e Magda Tagliaferro

O maestro Roberto Tibiriçá morreu na madrugada de sábado (3), em São Paulo, cidade onde nasceu, aos 72 anos. Segundo a Agência Brasil e o blog de Mauro Ferreira no g1, a causa foi um câncer. Desde 2022, ele era diretor musical e regente titular da Orquestra Sinfônica do Paraná.
Tibiriçá começou a carreira como pianista e estudou regência com Eleazar de Carvalho, com quem trabalhou por 18 anos na Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp). Em mais de 50 anos de carreira, esteve à frente da Orquestra Sinfônica Brasileira (OSB), da Orquestra Petrobras Sinfônica, da Sinfônica Heliópolis, da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais e da Orquestra Sinfônica do Paraná. Desde março de 2003, ocupava a cadeira nº 5 da Academia Brasileira de Música.
O maestro também aproximou a música erudita da popular, em concertos pensados para um público mais amplo. Como regente de alguns concertos do projeto Aquarius, dividiu o palco com Lenine, Adriana Calcanhotto e Luedji Luna, segundo o g1.
Fora do palco, foi diretor artístico das gravadoras RGE/Fermata e Copacabana, onde bancou discos de música clássica. Pela RGE saiu, em 1974, o único álbum gravado no Brasil pela pianista Guiomar Novaes, só com compositores brasileiros como Camargo Guarnieri e Heitor Villa-Lobos. Já na Copacabana, ele avalizou "Gravado em recital", de 1979, um dos últimos álbuns da pianista Magda Tagliaferro, registrado ao vivo num concerto no Masp, em São Paulo.
Entenda os termos
- regente titular
- maestro principal de uma orquestra, responsável pela temporada e pela maior parte dos concertos.



