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Ed Sheeran volta ao palco e chama situação em Gaza de injustificável

No primeiro show depois da saída de Macklemore da turnê, ele leu um texto no palco e disse que pensou em cancelar tudo.

Por Redação The Inherent · 13:26 · 20/09/2026

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Ed Sheeran em foto de arquivo
Ed Sheeran em foto de arquivo Foto: Eva Rinaldi/Wikimedia Commons (CC BY-SA 2.0, imagem recortada e redimensionada).

Ed Sheeran abriu o show de sábado (19), na Filadélfia, lendo um texto sobre a saída de Macklemore da turnê Loop. Foi a primeira apresentação dele desde que o rapper foi retirado da programação, no Lincoln Financial Field. Macklemore saiu depois que casas de shows disseram à produtora da turnê que não aceitariam apresentações com ele no line-up após suas falas em apoio à Palestina. Macklemore afirmou que Robert Kraft, dono do New England Patriots e do Gillette Stadium, teve papel central na articulação contra sua presença; Kraft confirmou que não permitiria a apresentação do rapper no próprio estádio. Em seguida, FINNEAS, Lukas Graham, Aaron Rowe e a banda Beoga, que acompanhava Sheeran ao vivo, saíram da turnê em solidariedade.

No texto, Sheeran pediu desculpas por erros e disse ter tomado decisões difíceis. Afirmou estar “profundamente preocupado” com a ideia de que estádios aprovem antes o conteúdo das apresentações, o que, segundo ele, “nunca deveria acontecer no mundo livre”. Sobre Israel e Palestina, disse que os ataques de 7 de outubro de 2023 foram “horrendos”, e que o que acontece em Gaza é “catastrófico e injustificável”. Citou também injustiças sistêmicas na Cisjordânia, que disse não poderem ser ignoradas.

Mais tarde, em outra fala, Sheeran contou que pensou em cancelar o restante da turnê e que se sentiu abandonado por amigos e familiares. Seguiu, disse, ao ver que os ingressos do show da Filadélfia continuavam sendo comprados: “Vejo 50 mil pessoas que não me abandonaram”. A Consequence informa que ele mudou a montagem do palco por questões de segurança. Um porta-voz de Kraft afirmou ainda que o empresário e Sheeran haviam se comprometido com US$ 2 milhões cada em ajuda humanitária, embora não tenha detalhado para onde o dinheiro seria destinado; representantes de Sheeran não confirmaram publicamente os detalhes à Associated Press.

A repercussão continua. Ken Casey, do Dropkick Murphys, disse à NME que a forma como Macklemore foi tratado “não cai bem”.

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