BTS passa de US$ 500 milhões em turnê, e o Grammy mantém a categoria contestada pelo grupo
A Recording Academy confirmou a Melhor Performance de Pop Asiático para 2027; a ARIRANG Tour faz três shows esgotados em São Paulo no fim de outubro

A turnê ARIRANG, do BTS, passou de US$ 500 milhões em venda de ingressos, segundo os números do Billboard Boxscore, a contagem de bilheteria da revista Billboard, divulgados na quarta-feira (30). Com a ARIRANG, o BTS virou um dos sete grupos que já passaram de US$ 500 milhões em bilheteria com uma única turnê; os outros seis são bandas de rock, o que faz do septeto sul-coreano o primeiro grupo pop a chegar à marca. Entre essas bandas estão Coldplay (US$ 1,5 bilhão com 223 shows), U2 (US$ 736 milhões com 110 shows) e Metallica (US$ 668 milhões com 86 shows), segundo a POPline.
A turnê começou em abril e tem apresentações marcadas até março de 2027, num total de 88 shows, com palco em formato 360 graus. O grupo já passou pela Ásia, pela América do Norte e pela Europa. A etapa sul-americana começa na sexta-feira, 2 de outubro, na Colômbia. No Brasil, são três shows no Estádio MorumBIS, em São Paulo, em 28, 30 e 31 de outubro, com ingressos esgotados para as três noites.
Nesta semana, a Recording Academy, a academia que organiza o Grammy, confirmou que a categoria Melhor Performance de Pop Asiático vai existir na edição de 2027. O anúncio foi feito pelo CEO da academia, Harvey Mason Jr., em comunicado divulgado pela revista Variety.
A categoria vinha sendo discutida havia semanas. Em julho, o BTS decidiu não enviar nenhuma música para consideração no Grammy 2027, em protesto contra a nova categoria. Na nota, o grupo disse esperar que sua música seja ouvida e apreciada pelo que ela é, sem divisão por região ou idioma. Em agosto, Mason Jr. chegou a sinalizar possíveis mudanças, depois de críticas de que a categoria isolaria a música da Ásia.
No comunicado, Mason Jr. disse que a academia fez sessões de escuta e conversou com líderes da comunidade musical asiática. Segundo ele, houve críticas francas de quem não apoia a categoria, mas o retorno mais forte veio de apoiadores entusiasmados. "Entendemos que essa conclusão não vai satisfazer a todos, e isso nunca é bom. Mas, ao mesmo tempo, estamos confiantes de que é a conclusão certa para a comunidade musical como um todo", afirmou.
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