Lance Bass diz que o *NSYNC recebia uma diária de US$ 35 no auge da fama
No podcast Zach Sang Show, ele contou que o primeiro cheque do grupo, de US$ 10 mil, veio só depois de anos de discos no topo

Lance Bass, integrante do *NSYNC, disse no podcast Zach Sang Show que praticamente não ganhou dinheiro com o grupo e que só passou a ganhar de verdade depois que a banda acabou. Segundo o POPline, ele contou que as pessoas o imaginam rico por causa do *NSYNC, mas que quem lucrou foram a gravadora e o empresário Lou Pearlman.
Os números que ele deu são pequenos para o tamanho do grupo. Segundo Bass, o *NSYNC tinha uma diária de US$ 35, o chamado "per diem", uma ajuda de custo para as despesas do dia, e o primeiro cheque, de US$ 10 mil, só veio depois de anos de álbuns em primeiro lugar e turnês com ingressos esgotados. Ele disse ainda que não sabe quantos milhões gerou com produtos licenciados e que, quando o cheque chegou, ele já trabalhava sem receber havia dois ou três anos.
O *NSYNC estourou em 1996 com o single "I Want You Back". Segundo o POPline, o grupo colocou dois álbuns no topo da parada americana e vendeu mais de 70 milhões de cópias no mundo. "No Strings Attached", de 2000, vendeu 2,4 milhões de cópias nos Estados Unidos só na semana de lançamento.
Pearlman foi o empresário por trás de várias boy bands dos anos 1990. Ele montou e financiou os Backstreet Boys e, depois do sucesso deles, criou o *NSYNC. Em 2006, foi acusado de comandar um dos maiores e mais longos esquemas de pirâmide financeira da história dos Estados Unidos, que deixou mais de US$ 300 milhões em dívidas.
Pearlman foi preso em Bali, na Indonésia, em junho de 2007, depois de tentar fugir. Em 2008, foi condenado a 25 anos de prisão por conspiração, lavagem de dinheiro e declarações falsas num processo de falência, e morreu sob custódia federal em 2016. A história dele virou o documentário The Boy Band Con: The Lou Pearlman Story, produzido pelo próprio Lance Bass e lançado em 2019.



