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Keffe D é condenado a pena de 40 anos à prisão perpétua pela morte de Tupac

Duane Davis, ex-líder dos South Side Compton Crips, é o único condenado pelo ataque a tiros de 1996, em Las Vegas

Por Redação The Inherent · 12:56 · 14/10/2026

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Tupac Shakur
Tupac Shakur Foto: Divulgação/Deezer.

Duane "Keffe D" Davis, de 63 anos, ex-líder dos South Side Compton Crips, foi sentenciado na terça-feira (13) num tribunal de Nevada, nos Estados Unidos, pela morte do rapper Tupac Shakur. A pena soma 40 anos à prisão perpétua: são 20 anos à perpétua pelo homicídio em primeiro grau e mais 20 anos à perpétua pelo agravante do uso de arma letal, segundo a Stereogum.

Davis foi considerado culpado em 31 de agosto por um júri de Las Vegas, que levou menos de três horas para chegar ao veredito. A condenação foi por homicídio em primeiro grau com uso de arma letal. É a única condenação num crime que, segundo o site da Oxygen, mobiliza o público americano e o hip-hop há 30 anos.

Tupac estava em Las Vegas em 7 de setembro de 1996 e tinha parado num sinal vermelho quando um Cadillac branco encostou ao lado do carro dele e os tiros foram disparados. Ele morreu seis dias depois. Marion "Suge" Knight, cofundador da Death Row Records, também foi atingido e sobreviveu. Davis foi acusado em 2023 de ter planejado o ataque. Segundo a promotoria, ele organizou a ação depois que o grupo de Tupac espancou o sobrinho dele, Orlando "Baby Lane" Anderson, pouco antes dos tiros. Pela acusação, ele não puxou o gatilho, mas mandou atirar. Davis é o único ainda vivo entre os quatro homens que, segundo a promotoria, estavam no Cadillac.

Antes da decisão, o promotor Marc DiGiacomo lembrou o histórico criminal do réu. "Ele já foi condenado oito vezes", disse, e pediu a pena máxima possível. Os irmãos de Tupac falaram no tribunal. Sekyiwa contou que convive com estresse pós-traumático e disse ter passado 30 anos sem a proteção do irmão. Maurice afirmou que Tupac não teve filhos nem teve um julgamento: "Tudo o que o Pac recebeu foi uma sentença de morte". E pediu ao tribunal a pena mais longa possível.

Logo depois do veredito, em agosto, Davis disse à juíza Carli Kierny, que conduziu o julgamento, que queria recorrer. Ela respondeu que ele teria a oportunidade de recorrer depois da audiência da sentença.

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