Macklemore fecha a turnê Free Palestine em Wembley, com Greta Thunberg e Paloma Faith
Cerca de 10 mil pessoas foram ao último dos três shows europeus, com a renda destinada a 12 organizações que apoiam palestinos

Macklemore encerrou na sexta-feira (30), na OVO Arena Wembley, em Londres, a Free Palestine Tour, turnê beneficente de três shows pela Europa, com ingressos esgotados. Segundo a NME, cerca de 10 mil pessoas assistiram à noite, que teve apresentações de vários artistas e discursos de ativistas, com a renda destinada a 12 organizações que apoiam palestinos. A turnê foi montada depois de o rapper ser tirado da Loop Tour de Ed Sheeran nos Estados Unidos por declarações pró-Palestina no palco.
A ativista sueca Greta Thunberg abriu a noite com um discurso em que elogiou a resistência das pessoas em Gaza e pediu que o público continuasse a campanha depois do show. Ela disse que a “ocupação não vai acabar com filantropia e slogans”. A NME lembra que Greta já tinha criticado a reação de Ed Sheeran à saída de Macklemore, acusando o cantor de não ter coragem de enfrentar a pressão de promotores e donos de casas de shows.
A cantora palestino-canadense Nemahsis, nome artístico de Nemah Hasan, contou que foi dispensada pela gravadora em 2023 depois de apoiar publicamente a Palestina e disse: “Minha existência é a mais forte forma de resistência”. Paloma Faith, que disse estar sete meses pós-parto, falou da preocupação que sentiu ao se posicionar e afirmou que a segurança das crianças em Gaza, no Sudão, no Iêmen e no Congo importa tanto quanto a da própria família. Também falaram o sobrevivente do Holocausto Stephen Kapos, Antoine Raffoul, que foi deslocado da Palestina em 1948, e Arab Barghouthi, filho do político palestino Marwan Barghouti, preso em Israel.
No show principal, Macklemore tocou “Thrift Shop”, “Same Love”, “These Days”, “Glorious” e “Can’t Hold Us”, além de “Hind’s Hall”, sua música de protesto pró-Palestina. Ele citou a tentativa fracassada de 50 integrantes da Câmara dos Lordes de impedir sua entrada no Reino Unido. Os parlamentares pediram à ministra do Interior, Shabana Mahmood, que barrasse a visita por causa do Palestinian Youth Movement, uma das organizações beneficiadas pela turnê. O grupo nega as acusações de que celebra o terrorismo ou tem ligação com organizações terroristas. Macklemore disse ao público que ficar em silêncio ficou mais desconfortável do que falar e afirmou: “Não acho que dizer algo seja corajoso. Acho que dizer algo é humano”.
A turnê começou em Dublin, na segunda-feira (26), com Hozier, Kneecap e Beoga, e passou por Paris na quinta-feira (29), com Aurora, Pomme e Portugal. The Man. Depois de ser tirado da turnê de Sheeran, Macklemore prometeu doar todo o US$ 1 milhão que ganharia a seis organizações que apoiam palestinos. A renda dos três shows vai para entidades como Medical Aid for Palestinians, Palestine Children’s Relief Fund, Gaza Soup Kitchen, HEAL Palestine, Jewish Voice for Peace e UNRWA USA.
Fontes
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