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Damon Albarn ergue bandeira palestina na estreia da turnê do Gorillaz

"Nunca sejam neutros", disse o músico à plateia em Orlando, uma semana depois da saída de Macklemore da turnê de Ed Sheeran.

Por Redação The Inherent · 03:36 · 19/09/2026

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Damon Albarn em show do Gorillaz
Damon Albarn em show do Gorillaz Foto: leonardo samrani/Wikimedia Commons (CC BY 2.0).

O Gorillaz abriu a perna norte-americana da turnê na quinta-feira (17), no Kia Center, em Orlando, com um repertório de 24 músicas. No meio do show, Damon Albarn pegou uma bandeira da Palestina entregue por alguém da plateia, ergueu acima da cabeça e disse: "Não esqueçam isso. Nunca. Mantenham a posição de vocês. Nunca sejam neutros".

O momento foi filmado por quem estava na plateia e circulou nas redes. O vídeo pode ser visto neste registro publicado no X: https://x.com/MarcoFoster_/status/2100927357632549295

O gesto acontece numa semana em que a liberdade de artistas para falar sobre o assunto virou pauta na indústria americana. Macklemore foi retirado da turnê de Ed Sheeran depois de um discurso em apoio à Palestina, e Robert Kraft, dono do Gillette Stadium, afirmou ter considerado as falas profundamente ofensivas e dolorosas para a comunidade judaica. Sheeran disse primeiro que a retirada não foi decisão dele, que não era conivente, que estava chocado com o conflito e que via o sofrimento dos dois lados como uma tragédia. No sábado (19), em Filadélfia, foi além e classificou a situação em Gaza e a resposta israelense como catastróficas e injustificáveis.

Albarn fala sobre o tema há anos. Ele participou do festival Together For Palestine, em Londres, organizado por Brian Eno, tocou um conjunto de canções tradicionais palestinas com a London Arab Orchestra e teve o show do Gorillaz no Primavera Sound apresentado por Aarab Barghouti, filho do político palestino preso Marwan Barghouti. No Together For Palestine, o Gorillaz também tocou "Damascus", faixa posteriormente incluída no álbum The Mountain.

Uma comissão independente de inquérito criada pelo Conselho de Direitos Humanos da ONU concluiu em setembro de 2025 que autoridades e forças de segurança israelenses cometeram genocídio contra palestinos em Gaza, conclusão à qual a Anistia Internacional também chegou em investigação própria. Israel rejeita a acusação de genocídio, sustenta que sua campanha militar foi lançada em resposta aos ataques liderados pelo Hamas em 7 de outubro de 2023 e classificou as conclusões da comissão como falsas e distorcidas.

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