Robert Del Naja, do Massive Attack, é preso de novo em protesto pró-Palestina em Liverpool
Ele segurava uma placa de apoio ao Palestine Action, grupo proibido no Reino Unido pela Lei de Terrorismo

Robert Del Naja, integrante do Massive Attack também conhecido como 3D, foi preso no sábado (26) em Liverpool, do lado de fora da conferência do Partido Trabalhista, o partido do primeiro-ministro britânico Andy Burnham. Ele estava sentado com uma placa de papel que dizia "Eu me oponho ao genocídio. Eu apoio o Palestine Action".
Um vídeo divulgado pelo Defend Our Juries, organização britânica de direitos civis, mostra policiais dizendo a ele que exibir a placa é crime, porque o Palestine Action continua proscrito, ou seja, proibido como organização terrorista, pela Lei de Terrorismo de 2000. "Eu não reconheço a infração", respondeu Del Naja. Ele foi preso por suspeita de demonstrar apoio a uma organização proscrita.
Pouco antes, Del Naja tinha aparecido numa mensagem gravada ao lado de Huda Ammori, cofundadora do Palestine Action, e do advogado de direitos humanos Michael Mansfield, pedindo que Burnham tire o grupo da lista de organizações proscritas. A prisão foi na véspera da primeira conferência do partido desde que Burnham assumiu o governo, em julho. Segundo a Consequence, que cita o canal GB News, mais de 200 pessoas protestavam no local, e houve outras prisões.
O Palestine Action foi proscrito pelo governo britânico em julho de 2025. O governo da época disse que o grupo tinha cruzado a linha do terrorismo com ações de dano grave a propriedades, entre elas as dirigidas a empresas de defesa e à base RAF Brize Norton. A proibição foi contestada nos tribunais. Em fevereiro, a Alta Corte a considerou ilegal e desproporcional. Em junho, o Tribunal de Apelação reverteu a decisão e a declarou legal. A Suprema Corte aceitou, de forma limitada, um novo recurso, que deve ser julgado em novembro.
É a segunda prisão de Del Naja pelo mesmo motivo: em abril, ele foi detido num protesto parecido. O Massive Attack boicota shows em Israel desde 1999 e, neste ano, disse que toda a equipe de turnê foi detida em Singapura depois de Del Naja e Grant Marshall, também da banda, exibirem uma bandeira palestina no palco.
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