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Fatboy Slim diz que nunca recebeu cachê para tocar no Glastonbury

O DJ, que segundo a NME já se apresentou mais de 100 vezes no festival, conta que também nunca pagou para entrar.

Por Redação The Inherent · 11:21 · 30/09/2026

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Fatboy Slim diz que nunca recebeu cachê para tocar no Glastonbury
Foto: Divulgação.

Fatboy Slim afirmou que nunca foi pago para tocar no Glastonbury, festival em que, segundo a NME, já se apresentou mais de 100 vezes. A declaração foi dada ao jornal Metro e reproduzida pela NME.

"Mas, ao mesmo tempo, eu nunca paguei para ir lá", disse o DJ, cujo nome é Norman Cook. "Emily e Michael me dão ingressos de graça e me deixam fazer pequenos shows tranquilos em lugares estranhos." Ele contou que toca no festival mesmo quando não está oficialmente na programação: em alguns anos vai em caráter oficial, em outros só como visitante.

A conta passa de 100 porque um DJ pode fazer vários sets na mesma edição, como ele mesmo explicou ao jornal The Guardian. Quem foi a mais edições, disse, tocou um show por festival, o que não leva a números altos.

A história dele com o evento começou em 1986, com a banda Housemartins, no Pyramid Stage. Em 2024, Cook voltou a esse palco para tocar "Happy Hour" com Paul Heaton, ex-companheiro de banda. Nos últimos anos, foi atração principal dos palcos The Park e Other Stage e passou por espaços menores, como o Rabbit Hole.

Segundo a NME, o Glastonbury é conhecido por pagar valores relativamente baixos aos artistas, por causa do compromisso com doações. Em dezembro de 2024, o festival informou que, até o fim daquele ano, teria doado 2 milhões de libras à Somerset NHS Charity, a instituição de caridade do NHS, o sistema público de saúde britânico, em Somerset, e 126 mil libras a hospitais do NHS em Bristol e a equipes de enfermagem do Reino Unido. Uma campanha emergencial de arrecadação levantou 639 mil libras, valor que o festival igualou, o que levou a mais de 1,27 milhão de libras o total destinado à Cruz Vermelha Britânica, à Oxfam e à War Child.

Cook defende o modelo. "A família Eavis manteve o festival independente", disse ao Guardian. "Eles não fazem isso por dinheiro." Ao Metro, resumiu: "Para mim, o Glastonbury é a experiência humana mais divertida, inovadora e bonita da cultura alternativa".

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