Papa Leão XIV diz a artistas que aos algoritmos falta a centelha do humano
No Vaticano, ele pediu que se distinga a arte humana do que as máquinas produzem e propôs uma aliança da Igreja com os artistas

O papa Leão XIV afirmou, num encontro com artistas e curadores no Vaticano, na sexta-feira (2), que nesta era da inteligência artificial é urgente distinguir a arte humana do que as máquinas produzem. Para ele, há uma diferença ontológica, antes mesmo de estética, entre a arte e o que uma máquina pode gerar por cálculos estatísticos a partir de milhões de imagens criadas por outros. "Aos algoritmos falta a centelha do humano", disse no encontro, organizado pelo Dicastério para a Cultura e a Educação. Por isso, segundo o papa, a Igreja deseja renovar uma aliança com os artistas e as instituições culturais, para salvaguardar o que é humano. As frases também saíram na conta dele no X, e, segundo o Music Ally, os detalhes dessa aliança ainda não estão claros.
Em janeiro, na mensagem para o 60º Dia Mundial das Comunicações Sociais, o papa já tinha alertado que as indústrias criativas humanas corriam o risco de ser desmontadas e substituídas pelo rótulo "Powered by AI".
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Post do papa sobre arte e IA
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