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Tribunal de apelação dos EUA recusa uso justo no treino de uma IA de pesquisa jurídica, e o caso interessa às gravadoras

A decisão é de um processo de pesquisa jurídica, mas RIAA e NMPA apoiaram o autor num parecer que cita as ações da música contra a Suno

Por Redação The Inherent · 13:03 · 05/10/2026

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Imagem ilustrativa
Imagem ilustrativa Foto: Dejan Krsmanovic/Wikimedia Commons (CC BY 2.0).

O Tribunal de Apelação do Terceiro Circuito dos EUA recusou a defesa de uso justo para o treino de uma inteligência artificial. A decisão, de 29 de setembro e tornada pública no dia seguinte, deu razão à Thomson Reuters contra a ROSS Intelligence, que usou material derivado dos headnotes do serviço Westlaw para montar os dados de treino de um buscador jurídico concorrente. A LegalEase Solutions e uma subcontratada copiaram os headnotes em memorandos de treino. Nenhuma empresa de música era parte, mas a RIAA e a NMPA, entidades das gravadoras e das editoras americanas, apoiaram a Thomson Reuters num parecer conjunto que cita, em nota de rodapé, os processos de seus associados contra a Suno, a Udio e a Anthropic.

Para a Music Business Worldwide, o raciocínio pode pesar no processo da Universal e da Sony contra a Suno, outra empresa de IA, mas a Suno pode alegar que não existe um acervo livre de gravações, como existia de decisões judiciais. A segunda ação das gravadoras contra a Suno lista 60.202 gravações. Pela conta da MBW, multiplicadas pelo máximo de US$ 150 mil por obra que a lei prevê, elas dão um teto teórico de pouco mais de US$ 9 bilhões. É um limite hipotético, não uma indenização definida.

Entenda os termos

uso justo
regra da lei americana de direito autoral que permite usar obra protegida sem autorização em alguns casos, como crítica, ensino ou transformação da obra.
headnote
resumo editorial curto de um ponto de direito de uma decisão judicial, escrito pela equipe do serviço de pesquisa jurídica.

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