Goldman Sachs projeta receita de US$ 198,1 bilhões para a música em 2035
Na nova edição do relatório Music In The Air, o banco projeta 1,53 bilhão de assinantes pagos de streaming, contra 873 milhões em 2025

O banco Goldman Sachs projeta que a receita global da música passe de US$ 112,5 bilhões em 2025 para US$ 198,1 bilhões em 2035, segundo a nova edição do relatório Music In The Air, noticiada pela Music Ally. A conta soma música gravada, edição musical, que é a gestão dos direitos das composições, e shows. Com isso, segundo o banco, as estimativas anteriores sobem "modestamente".
No streaming pago, a previsão é de US$ 33 bilhões por ano em 2035, contra US$ 17 bilhões em 2025. O número de assinantes pagos passaria de 873 milhões para 1,53 bilhão nesse período, o equivalente a 21% de todos os usuários de internet em 2035, segundo o relatório.
Entre as sugestões ao setor está um plano com menos anúncios, nos moldes do Basic with Ads da Netflix, em que o usuário pagaria de US$ 1 a US$ 2 a mais por mês para ouvir menos propaganda, sem eliminá-la. Pelas contas do banco, esses planos renderiam US$ 58,6 milhões a mais ao streaming em 2027, se lançados nesse ano, e chegariam a US$ 788,3 milhões a mais em 2035. A própria Music Ally ressalva que são números aproximados, muito dependentes das premissas do banco.
O relatório também diz que a música segue "relativamente pouco monetizada" em comparação com games, vídeo e notícias, e que os termos dos novos contratos com as gravadoras vão empurrar os serviços de streaming a "aumentar preços a cada 12 a 24 meses", nos planos individuais e nos de vários usuários.
Sobre inteligência artificial, o banco vê mais oportunidade que risco para as gravadoras no curto prazo. No longo prazo, diz o relatório, o risco de perder participação de mercado vai depender de quanto o público adotar a arte artificial. O Goldman Sachs estima em US$ 3,32 bilhões, em 2035, o mercado potencial da música feita com IA generativa, a que cria conteúdo novo a partir de um pedido, com base em 628 milhões de assinantes desses serviços. É a previsão base: o cenário pessimista fala em US$ 904 milhões, e o otimista, em US$ 6,59 bilhões.



