Universal Music discutiu fechar o capital com fundos de investimento, diz Bloomberg
As conversas com Apollo, TPG e Blackstone foram preliminares, e a gravadora não quis comentar

A Universal Music Group (UMG) conversou no começo deste ano com fundos de Wall Street sobre fechar o capital, ou seja, sair da bolsa de valores e passar a ter donos privados. Segundo a Bloomberg, citada pela Music Ally, entre os interlocutores estavam a Apollo Global Management, a TPG e a Blackstone.
A reportagem ressalta que as conversas foram preliminares e não chegaram perto de um plano firme, muito menos de um acordo. Ainda segundo a Bloomberg, o conselho da UMG sabe das discussões. Procurada pela Music Ally, a gravadora não quis comentar.
A pergunta sobre o futuro da UMG na bolsa já tinha aparecido em abril, quando o fundo Pershing Square tentou comprar a gravadora por US$ 63,5 bilhões e foi recusado. Por trás das duas histórias está a queda das ações da empresa, listada na bolsa Euronext Amsterdam. O valor de mercado, que chegou perto de US$ 60 bilhões no pico, em meados de 2025, era de menos de US$ 33 bilhões na terça-feira (27), segundo a Music Ally.
A receita da UMG cresceu 5,3% no primeiro semestre de 2026, em relação ao mesmo período de 2025. Mesmo assim, alguns indicadores ficaram abaixo do esperado por analistas, que também temem uma desaceleração do streaming e o impacto da inteligência artificial no negócio.
Os fundos citados já têm negócios na música. A Apollo apoiou com US$ 1,25 bilhão a fusão de BMG e Concord e forneceu US$ 700 milhões em capital à Sony Music Group em 2024. A TPG investe na Musixmatch, empresa de letras de música. A Blackstone vendeu recentemente à Sony Music a Recognition Music Group, que reunia antigas empresas da Hipgnosis.
Entenda os termos
- Fechar o capital
- Quando uma empresa com ações na bolsa tem essas ações compradas por um ou poucos investidores, sai da bolsa e deixa de prestar contas trimestrais ao mercado.
Fontes
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