Morre Mark Pucci, assessor de imprensa de Johnny Cash e da Allman Brothers Band, aos 79 anos
Em mais de 50 anos de carreira, ele divulgou nomes do rock e do blues e recebeu em 2008 um prêmio da Blues Foundation

Mark Pucci, assessor de imprensa que trabalhou por mais de 50 anos com nomes do rock e do blues, morreu em 8 de outubro, aos 79 anos, em Cumming, no estado da Geórgia, nos Estados Unidos. A causa foram uma doença breve e complicações de um derrame, segundo Karin Johnson, porta-voz da empresa dele, a Mark Pucci Media, ao The Hollywood Reporter.
Assessor de imprensa é quem cuida da relação de um artista ou de uma gravadora com os jornalistas: divulga lançamentos, marca entrevistas e organiza a cobertura de turnês. Pucci fez isso em duas passagens pela Capricorn Records, gravadora de Macon, na Geórgia. De 1974 a 1979, foi diretor de divulgação. De 1991 a 1995, voltou como vice-presidente de divulgação e gerente-geral em Nashville.
Na Capricorn, comandou campanhas da Allman Brothers Band, da Marshall Tucker Band, de Gregg Allman, de Dickey Betts e do Lynyrd Skynyrd, e também de Widespread Panic, Kenny Chesney, 311 e Cake. Em 1976, cuidou da divulgação dos shows beneficentes da campanha presidencial de Jimmy Carter, que ajudaram a arrecadar dinheiro e a tornar o candidato conhecido no país.
Em 1979, abriu em Atlanta a própria empresa, a Mark Pucci Associates, e depois a Mark Pucci Media, também em Atlanta. Entre os clientes estiveram Johnny Cash, Roy Orbison, Carl Perkins, John Mayall, Taj Mahal, Gordon Lightfoot e Derek Trucks. "Sou um cara da velha guarda", disse numa entrevista de 2019. "Somos uma empresa pequena, que se concentra num número limitado de artistas, e tentamos ir além do que fomos contratados para fazer."
Em 2008, recebeu o Keeping the Blues Alive Award, da Blues Foundation, de Memphis, pela carreira e pela contribuição à comunidade do blues.
Nascido em Nova Jersey, Pucci se formou na Universidade de Memphis em 1971. Foi editor de música da revista mensal River City Review e escreveu sobre Elvis Presley e o Memphis Blues Festival para a Rolling Stone e outras publicações, antes de entrar na Capricorn, em 1974. Deixa a cunhada, Gertrude, as sobrinhas, Diane e Tina, e o sobrinho, Peter. A mulher dele, Patricia, morreu antes.



