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Morre Juan Atkins, pioneiro do techno de Detroit, aos 64 anos

O produtor e DJ americano fundou o Cybotron e o selo Metroplex e tinha show marcado na Cidade do México no sábado (31)

Por Redação The Inherent · 01:20 · 01/11/2026

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Morre Juan Atkins, pioneiro do techno de Detroit, aos 64 anos
Foto: Angie Linder/Wikimedia Commons (CC BY-SA 2.0).

O produtor e DJ americano Juan Atkins, um dos criadores do techno de Detroit, morreu aos 64 anos. A agência Greensmith Artists confirmou a morte nas redes sociais, segundo a Rolling Stone. Atkins foi encontrado sem reação no quarto de hotel antes de se apresentar no sábado (31), na Cidade do México, e teve a morte declarada no hospital logo depois, segundo o site Resident Advisor, citado pela revista. A causa da morte não foi confirmada oficialmente. A Pitchfork relata que Atkins teria sofrido um ataque cardíaco antes do show. Segundo a Pitchfork, o show daquela noite seria no Yu Yu Club.

Nascido em Detroit e criado na vizinha Belleville, no estado de Michigan, Atkins formou com os colegas de escola Kevin Saunderson e Derrick May o trio Belleville Three, apontado como arquiteto do techno de Detroit. O gênero juntou a house music que tocava em Chicago e a música eletrônica de grupos como Kraftwerk e Yellow Magic Orchestra.

Em 1980, ele formou o Cybotron com Rik Davis, colega de faculdade. Enter, o álbum de 1983, saiu no mesmo ano de Clear, single que vendeu 50 mil cópias e foi sampleado por Missy Elliott, segundo a Pitchfork. A dupla se separou em 1985, segundo a Rolling Stone.

Atkins então criou o selo Metroplex e passou a gravar como Model 500. Com esse nome lançou No UFO’s, em 1985, faixa creditada por levar o techno de Detroit para o outro lado do Atlântico, ao inspirar a coletânea britânica Techno! The New Dance Sound of Detroit. Em 2025, ao pôr a música na lista das 200 melhores de dança, a Rolling Stone escreveu que Atkins inventou o techno e deu nome a ele.

Nas três décadas seguintes, continuou gravando como Model 500 e usou outros nomes, como Infiniti, do álbum Skynet, de 1998. Lançou discos com Moritz von Oswald, como Borderland, e excursionou com May e Saunderson nos anos 2010. Tocou até o fim da vida: nos últimos dois anos passou por Nova York, Berlim e festivais como o Movement, em Detroit, e o Dekmantel, em Amsterdã.

A prefeita de Detroit, Mary Sheffield, divulgou uma nota: “Quando era um adolescente com um sintetizador e uma grande ideia, ele imaginou como poderia ser a música do futuro. Depois, a construiu”.

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