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Sam Smith e Normani podem ir a júri por plágio em Dancing with a Stranger

Juiz federal da Califórnia negou o pedido para encerrar o processo, aberto há quatro anos e meio

Por Redação The Inherent · 12:36 · 25/09/2026

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Sam Smith e Normani podem ir a júri por plágio em Dancing with a Stranger
Foto: The White House/Wikimedia Commons (domínio público).

O juiz federal Wesley L. Hsu negou o pedido de julgamento sumário feito pelas defesas no processo por violação de direito autoral contra "Dancing with a Stranger", single de 2019 de Sam Smith e Normani. A decisão é do Tribunal Distrital dos Estados Unidos para o Distrito Central da Califórnia e veio quatro anos e meio depois de a ação ser aberta pela Sound and Color. Com ela, o caso pode seguir para julgamento por júri, segundo a Music Business Worldwide.

A Sound and Color pertence ao compositor Jordan Vincent e à dupla de produtores SKX, formada por Christopher Miranda e Rosco Banlaoi. Os três escreveram uma música também chamada "Dancing with a Stranger", ou "Dancing with Strangers", em fevereiro ou março de 2015, segundo fatos aceitos pelas duas partes. A música de Sam Smith foi composta em 7 de agosto de 2018 com James Napier, Tor Erik Hermansen e Mikkel Eriksen, e lançada com clipe em janeiro de 2019. Normani canta na gravação, mas não participou da composição. A lista de réus inclui ainda a UMG Recordings e a Sony Music Publishing.

Em julho, as defesas pediram o fim do caso com dois argumentos: nenhum júri razoável veria semelhança marcante entre os dois refrões, e o refrão da música mais antiga não seria protegido porque usa samples, trechos de outras gravações, sem licença. Hsu criticou a forma como as defesas desmontaram as músicas elemento por elemento. "Desmonte quaisquer duas obras o bastante e nenhuma vai se parecer com nada", escreveu.

Em maio, a Sound and Color desistiu de alegar que Sam Smith e os parceiros poderiam ter ouvido a música anterior. Agora a ação sustenta que as duas são tão parecidas que a cópia seria a única explicação plausível. Para o juiz, o musicólogo da autora, Alexander Stewart, fez o suficiente para levar essa pergunta ao júri, e a hipótese de criação independente também fica para os jurados.

O juiz ainda se recusou a tirar a proteção da música de 2015 por causa dos dois samples sem licença, um de "The Ha Dance", do Masters At Work, e outro de "Think (About It)", de Lyn Collins. Hsu escreveu que ouviu as gravações e que os samples são difíceis de identificar por causa do volume baixo.

É a segunda vez que o caso passa por ele. Em setembro de 2023, Hsu deu vitória às defesas, e o Nono Circuito, tribunal federal de apelação, reverteu a decisão em abril de 2025. A decisão vai na contramão de uma série de vitórias de defesas, como a de Ed Sheeran no caso de "Thinking Out Loud", encerrado em 2025, quando a Suprema Corte americana se recusou a reabrir a ação.

Entenda os termos

Julgamento sumário
Pedido para o juiz decidir o caso sem ir a julgamento, quando uma das partes entende que não há fato em disputa que precise de júri.
Criação independente
Defesa de que duas músicas parecidas foram compostas separadamente, sem que um autor tenha copiado o outro.

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