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Juiz nega pedido de Sam Smith e Normani para encerrar ação sobre "Dancing With a Stranger"

Com a decisão, o processo de direitos autorais aberto em março de 2022 fica a caminho de um julgamento por júri.

Por Redação The Inherent · 11:21 · 30/09/2026

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Juiz nega pedido de Sam Smith e Normani para encerrar ação sobre "Dancing With a Stranger"
Foto: Toni Anne Barson/WireImage.

O juiz federal Wesley L. Hsu, de Los Angeles, negou o pedido de Sam Smith, Normani e dos outros réus para encerrar, sem julgamento, a ação que acusa "Dancing With a Stranger" de copiar o gancho de uma música de 2015 com o mesmo nome. A ordem foi registrada em 22 de setembro, segundo a Music Business Worldwide, e deixa o caso a caminho de um júri.

O pedido era de julgamento sumário, em que o juiz decide sem levar o caso ao júri. "Os autores apresentaram de forma suficiente uma questão de fato material quanto à semelhança marcante e à criação independente", escreveu Hsu na decisão de 27 páginas, obtida pela Rolling Stone.

Quem move a ação é a Sound and Color, empresa do compositor Jordan Vincent e da dupla de produtores SKX, formada por Christopher Miranda e Rosco Banlaoi. Os três escreveram a música deles em fevereiro ou março de 2015. A de Sam Smith foi composta em 7 de agosto de 2018, com James Napier, Tor Erik Hermansen e Mikkel Eriksen, e lançada em janeiro de 2019. Normani canta na gravação, mas não participou da composição, segundo a ordem do juiz.

O processo já foi e voltou. A ação foi apresentada em março de 2022. Em setembro de 2023, o próprio Hsu deu ganho aos réus, e o Nono Circuito, tribunal federal de apelações que abrange a Califórnia, reverteu a decisão em abril de 2025. Em julho, os réus pediram de novo o encerramento.

A defesa sustentou que nenhum júri razoável veria semelhança marcante entre os dois ganchos, o trecho mais repetido e reconhecível de uma canção. Disse também que o gancho da música de 2015 não tem proteção, porque se apoia em samples não licenciados de "The Ha Dance", do Masters at Work, e de "Think (About It)", de Lyn Collins. O juiz recusou esses argumentos. "Desmonte duas obras o suficiente e nenhuma se parecerá com coisa alguma", escreveu, sobre a comparação elemento por elemento proposta pelos réus.

Os réus afirmam ainda que criaram a música de forma independente, sem acesso à canção anterior. Para Hsu, essa questão "deve ser deixada para o júri decidir". Os autores, por sua vez, retiraram em maio todos os argumentos de que Smith e os coautores poderiam ter tido acesso à faixa. Sustentam que as músicas são tão parecidas que a cópia é a única explicação plausível.

Nenhum tribunal decidiu se houve cópia. O advogado principal dos réus, entre eles a Universal Music Group, não respondeu ao pedido de comentário da Rolling Stone. Alfred J. Fluehr, advogado dos autores, disse em nota que os três compositores estão satisfeitos por o tribunal ter reconhecido que cabe a um júri decidir as questões musicológicas do caso.

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