Estudo da Duke diz ter achado nove artistas de IA em playlists do Spotify sem aviso no perfil
Os pesquisadores conferiram os casos com a tecnologia de detecção da Deezer; o Spotify lançou selos de transparência neste ano

O programa de política de tecnologia da Duke Sanford publicou um relatório, apresentado num post de 12 de outubro com o título "O Spotify não rotula música de IA. Tentamos detectar nós mesmos". Cinco pesquisadores criaram contas novas no Spotify, cada uma voltada a um gênero, e ouviram música por 28 dias. Os artistas desconhecidos receberam uma pontuação feita com sinais que um ouvinte comum consegue checar, como volume alto de lançamentos, imagens geradas por IA e falta de histórico de shows. Depois, os casos suspeitos foram cruzados com a detecção de IA da Deezer, e só 14% dos artistas marcados pela pontuação foram confirmados como gerados por IA. Segundo a Music Ally, foram nove artistas, todos encontrados na playlist personalizada Release Radar, e nenhum deles dizia no perfil que usava IA.
Os próprios pesquisadores dizem que a pontuação não foi feita para ser um detector preciso, e sim para reproduzir o caminho de um ouvinte. Para eles, o resultado mostra que é quase impossível para uma pessoa comum identificar música de IA sem um rótulo do artista ou um sistema técnico de detecção.
Neste ano, o Spotify lançou um selo de verificação para artistas humanos, em maio, e um selo "AI Persona", em setembro, segundo a Music Ally. O AI Persona marca o perfil cuja identidade pública é uma pessoa fotorrealista gerada por IA, e não diz se a gravação foi feita com IA. Para isso, o Spotify usa os créditos de IA, informados pela distribuidora, que são um mecanismo separado.



