luto

Morre Oswaldinho do Acordeon, mestre da sanfona, aos 72 anos

Filho de Pedro Sertanejo, ele juntou o forró ao rock, ao jazz, ao blues e à música erudita em 60 anos de carreira em disco

Por Redação The Inherent · 13:29 · 26/10/2026

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Morre Oswaldinho do Acordeon, mestre da sanfona, aos 72 anos
Foto: Divulgação.

Oswaldinho do Acordeon, sanfoneiro, cantor e compositor, morreu no domingo (25), aos 72 anos. A morte foi anunciada nas redes sociais pelo sanfoneiro Rodolfo Forte, amigo dele, e pelo radialista Orlando Camboim, segundo o G1. Depois, a morte foi confirmada no perfil oficial do artista no Instagram. A causa não foi divulgada.

Oswaldo de Almeida e Silva nasceu em 5 de junho de 1954, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Era filho do sanfoneiro baiano Pedro Sertanejo, difusor do forró em São Paulo, cidade onde a família foi morar depois de viver no Rio de Janeiro. Aprendeu a sanfona sozinho, com o incentivo do pai e a convivência com Luiz Gonzaga, Dominguinhos e Sivuca, que frequentavam a casa da família.

Começou cedo. Em 1963, aos nove anos, gravou como convidado num disco do pai, e em 1966, aos 12, lançou o primeiro single. Os primeiros álbuns saíram pela Tropicana, gravadora especializada em artistas nordestinos: Fantástico Oswaldo Silva (1973), Só quero um xodó (1974) e Oswaldinho (1975). Pela Copacabana, vieram Forró pop (1977), Lágrimas de namorados (1978) e Natureza (1979).

O disco que abriu para ele as portas dos festivais europeus foi Forró in concert, lançado em 1981 pela Continental. Em 60 anos de carreira em disco, Oswaldinho juntou os ritmos nordestinos ao rock, ao jazz, ao blues e à música erudita, como mostram os títulos de Asa branca blues (2002) e Forró chorado (2011). Em 2004, gravou com Dominguinhos e Sivuca o álbum Cada um belisca um pouco, pela Biscoito Fino.

Chico César se despediu ao repostar a notícia: "Adeus, mestre Oswaldinho do Acordeon. Você e sua música seguem em nossos corações". O guitarrista Nelson Faria escreveu: "Hoje se foi um dos maiores sanfoneiros que esse país já conheceu. Vai fazer falta".

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