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Spotify calcula em € 538 milhões a conta se MLC vencer tese de que Premium não é pacote

O valor está no relatório do terceiro trimestre e cobre de março de 2024 a setembro de 2026

Por Redação The Inherent · 13:04 · 28/10/2026

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Spotify calcula em € 538 milhões a conta se MLC vencer tese de que Premium não é pacote
Foto: Philafrenzy/Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0).

No relatório financeiro do terceiro trimestre, o Spotify diz que, se a Mechanical Licensing Collective (MLC) vencer integralmente a tese de que o plano Premium não é um pacote, o valor devido referente ao período de 1º de março de 2024 a 30 de setembro de 2026 seria de cerca de € 538 milhões, mais multas e juros que a empresa diz não conseguir estimar. Segundo o Spotify, acordos diretos com editoras compensariam parte do valor.

A MLC processou o Spotify alegando que, desde março de 2024, a empresa passou a tratar o Premium como um pacote com audiolivros e pagou menos royalties. Em 29 de janeiro de 2025, a ação foi rejeitada em definitivo, com o tribunal entendendo que o Premium é um pacote. Em 1º de outubro de 2025, a MLC apresentou uma nova petição, alegando que o Spotify avaliou mal os componentes do pacote e declarou de forma errada os royalties do Audiobook Access Tier. O tribunal negou o pedido da MLC para recorrer antes do fim do processo.

Entenda os termos

MLC
Mechanical Licensing Collective, a entidade americana que licencia as plataformas de streaming e arrecada delas os direitos mecânicos das composições, repassados a compositores e editoras.
Pacote
Plano que junta mais de um serviço, como música e audiolivros. Pelas regras americanas, a parte da assinatura que vai para os direitos mecânicos é calculada de outro jeito quando o plano é um pacote.

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